Flipelô 2026

A poesia está na casa: um bate-papo sobre o exercício da palavra no cotidiano aconteceu na Casa Odisseu

Na Casa Odisseu, Cilene Resende, Matheus Peleteiro e Henrique Rodrigues refletem sobre o fazer poético na contemporaneidade por meio das suas vivências com a literatura e com a arte da palavra.

Foto: Denni Sales (O Odisseu).


No primeiro dia da Casa Odisseu, no espaço CRIA, a mesa A Fábrica de Poema trouxe a poesia para a conversa com o lançamento dos livros de Cilene Rezende (PR), Matheus Peleteiro (BA) e Henrique Rodrigues (RJ). Mediada por Ewerton Ulysses Cardoso, editor da Revista O Odisseu, os autores falaram sobre como a poesia os atravessa e faz parte do seu cotidiano, embora tenham maneiras distintas de produzir, sentir e compreender o processo.

Casa Odisseu na Flipelô: Subvertendo o tradicional formato de mesas de discussão literária, o mediador abriu espaço para que os poetas não apenas se apresentassem ao público, mas que lessem suas poesias e falassem um pouco sobre a sua relação com a palavra e, principalmente, como aconteceu o primeiro encontro deles com a literatura enquanto meio de expressão

Da esquerda para direita, Matheus Peleteiro, Cilene Resende, Henrique Rodrigues e Ewerton Ulysses Cardoso na Casa Odisseu na Flipelô (Denni Sales/ O Odisseu).

Henrique Rodrigues, autor do livro Giz, lançado pela Tinta Negra, falou da relação da poesia com a vida e como ela está inserida em seu cotidiano, e desconstruiu uma ideia romântica de que a produção literária está desatrelada de um trabalho técnico, organizado e de qualidade. Segundo ele, a escrita é um exercício de: “vai, senta e escreve”.

Já Matheus Peleteiro, autor de O fim da conversa, lançado pela Paralelo 55, diz que a poesia nasce da indignação. Ele busca, por meio das palavras, expressar seus sentimentos e demonstrar a sua revolta e descontentamento em relação àquilo que o incomoda no mundo.

Cilene Resende, autora do livro A consagração do silêncio, lançado pelo selo Pepita, contou como a poesia a fez retornar ao exercício da escrita e como se inspira no cotidiano, anotando e guardando aquilo que, mais tarde, pode virar matéria-prima dos seus versos.

Num bate-papo intercalado com leituras de poesias e reflexões sobre o trabalho do escritor, os autores destacaram a importância de a poesia não resvalar para a pieguice ou para a banalidade, perdendo toda a sua potência e capacidade de despertar emoções no leitor.

A programação da Casa O Odisseu na Flipelô continua até sábado, 8/08. Para saber mais informações, consulte o site oficial da Flipelô ou as redes sociais da Revista O Odisseu.