Mostrando 83 Resultado(s)
Crítica

“Fléti e Míris”: a coisa, a maranha e a inventividade cênica

Uma conversa lítero-cinematográfica com Fléti e Míris, romance de estreia Daniel Guerra. Foto: Divulgação. I – A coisa “EU TE JURO”, disse o Leitor ao professor-narrador-personagem, na mesa de um bar, “enquanto olhava de canto de olho para o Caroço, que já nos trazia outra garrafa”. Eu também te juro, leitor, que, desde esse instante, …

Crítica

De fervo em fervo fazendo terrorismo: Sobre ‘No baile do juízo final’, de Susy Freitas

Em No Baile do Juízo Final, Susy Freitas escreve um livro que exige do leitor uma imersão nesse Amazonas outro, que coexiste com a versão turística vendida pelo Estado. Foto: Renato Parada (Divulgação). I A imagem do baile está no imaginário cultural brasileiro. Vivemos numa sociedade em que o carnaval acontece em diferentes regiões do …

Crítica

Onde há fumaça, há (muito) fogo: sobre ‘A Linguagem dos Desastres’, de Fabiane Guimarães

A linguagem dos desastres (Alfaguara, 2026), novo romance de Fabiane Guimarães, apresenta ao leitor diferentes modos de lidar com a destruição do planeta. Foto: Cícero Bezerra (Divulgação). I Giovanna Madalosso, num ensaio intitulado “Quando a ficção não é o bastante: enchendo os pulmões e soprando com força”, analisa o ato de escrever no fim dos …

Crítica

Deus menino: uma leitura de “Coração Pequeno”, de Gabriel Stroka Ceballos

“Coração Pequeno” é um livro sobre não-ditos: no barulho da mente frenética de uma criança alvoroçada, o essencial é sempre dito em entrelinhas. Foto: Divulgação. O que pode a arte? Ou então, o que pode a literatura ou ainda a ficção? Ao confrontar os limites da experiência moralizada da arte, mediada por conceitos tidos como …

Crítica

Entre exoesqueletos e narrativas em teia: ‘A solidão das aranhas’, de Diogo Bercito

A solidão das aranhas é um romance sobre encontros inesperados e surpreendentes entre sujeitos solitários, transformando isolamento em comunhão, descoberta e afeto. E aranhas. Fotos de Rachel Lincoln (Divulgação). I Diversos animais aparecem em produções literárias no cenário mundial: os bichos das fábulas de Esopo, a barata de Clarice Lispector ou o macaco de Kafka …

Crítica

Da África Múltipla em ‘Conto Popular Africano: Contos Bambara, Mandiga, Fula, Uolofe e Hauçá

Conto Popular Africano: Contos Bambara, Mandiga, Fula, Uolofe e Hauçá é um livro necessário, que merece ampla circulação e ganhar o mundo, especialmente as salas de aula de todo o Brasil. Arte: ‘Amarya’, do artista nigeriano, da etnia Hauçá, Awodiya Toluwan (Reprodução). I Existe uma música do grupo brasileiro Metá Metá, que tem como principais …

Crítica

Do erótico e do jocoso em ‘Nos Odres Velhos’, de Valério Pereliéchin

Em Nos Odres Velhos, o escritor russo-brasileiro Valério Pereliéchin evidencia a subversão, com temas dados como tabu e censurados pela Ditadura Militar. Foto: Reprodução. I Sobre Nos Odres Velhos, começo trazendo o prefácio de Ricardo Domeneck, um texto sobre como um autor estrangeiro, ao escrever no Brasil, se insere no cenário literário nacional, e como, …

Crítica

Da escrita calcada no corpo e nas ruas da Bahia: “Ressalga”, de Bethânia Pires Amaro

Em “Ressalga”, Bethânia Pires Amaro constrói uma narrativa que insere e contextualiza o leitor nas mudanças políticas e culturais do Brasil, mostrando que acontecimentos históricos ocorrem em paralelo à vida das suas personagens mulheres mulheres, frequentemente relegadas às margens da sociedade. Fotos de Marlon Chagas/ Revista O Odisseu. I Jorge Amado, no livro A Bahia …

Crítica

‘Eu sou um monstroooooooo!’ ou das complexidades subjetivas e afetivas em ‘Monstuosa’, de Amanda Julieta

Monstruosa, de Amanda Julieta, não tem pontas soltas. Mesmo que a autora nos diga que os contos foram escritos em momentos diferentes, é perceptível o quanto o conceito que estrutura a obra foi cuidadosamente gestado. Foto: Divulgação. Da criadora No dia 27 de março, na Casa Preta, no Centro de Salvador, ocorreu o segundo lançamento …

Crítica

Não há barreira que detenha esses estranhos

“Gentinha” (Record, 2026), novo livro de contos de Marcelo Moutinho, reivindica o direito ao ordinário e celebra a gente comum que constrói este país. Fotos: Divulgação. Pra polícia despachar de voltaO populacho pra favelaOu pra Benguela, ou pra GuinéChico Buarque, em As Caravanas “Gentinha, gentalha, populacho. A ralé”, escreve Micheliny Verunschk na orelha do livro …