Mostrando 75 Resultado(s)
Crítica

‘Eu sou um monstroooooooo!’ ou das complexidades subjetivas e afetivas em ‘Monstuosa’, de Amanda Julieta

Monstruosa, de Amanda Julieta, não tem pontas soltas. Mesmo que a autora nos diga que os contos foram escritos em momentos diferentes, é perceptível o quanto o conceito que estrutura a obra foi cuidadosamente gestado. Foto: Divulgação. Da criadora No dia 27 de março, na Casa Preta, no Centro de Salvador, ocorreu o segundo lançamento …

Crítica

Não há barreira que detenha esses estranhos

“Gentinha” (Record, 2026), novo livro de contos de Marcelo Moutinho, reivindica o direito ao ordinário e celebra a gente comum que constrói este país. Fotos: Divulgação. Pra polícia despachar de voltaO populacho pra favelaOu pra Benguela, ou pra GuinéChico Buarque, em As Caravanas “Gentinha, gentalha, populacho. A ralé”, escreve Micheliny Verunschk na orelha do livro …

Crítica

Rumo a alguma outra fome: Anne Carson falando sobre vozes e luzes

Lançado este ano pela Relicário Edições, com tradução de Adriana Lisboa, o livro Vidro, Ironia e Deus dá continuidade à circulação brasileira da autora canadense. Nesta resenha, Pedro Lucas Bezerra analisa os pilares de sustentação da escrita de Carson. Capa: Lawrence Schwartzwald/ Splash News/ Corbis. (Reprodução). Dentro de um sonho, Anne Carson enxerga uma luz, …

Crítica

Onde as palavras falham: sobre ‘As vozes da noite’, de Natalia Ginzburg

As vozes da noite (Companhia das Letras, 2026), de Natália Ginzburg, é um romance seco e silencioso e essas não são apenas escolhas estéticas, mas marcas de um tempo histórico profundamente marcado pela escassez, pela violência e pela repressão. Foto: Reprodução. O romance As vozes da noite, da italiana Natalia Ginzburg, instaura-se com um prefácio …

Crítica

Um elogio ao não-dito

Nos romances Mundos de uma noite só e Piscinas Russas, romances irmãos de Renata Belmonte, um estilo inconfundível se anuncia a partir de ambivalências. Por Andréa Pato. Foto: Luiza Sigulem (Reprodução). Com Renata, aprendi que não se pode escolher ser artista. Ou se é, ou não. Assisti-la sendo invadida pela arte, atormentada pelos seus personagens, — …

Crítica

Poética Lazarenta em ‘Três Vezes Lázaro’, de Natasha Felix

Em ‘Três Vezes Lázaro’, de Natasha Felix, Lázaro é uma figura ampla e múltipla – um corpo sonoro, que reivindica justiça, e que também é evocado como força de cura. Foto: gabe ferreira (divulgação). I Sou um pesquisador que se interessa pela figura daquele que morre e retorna. Estudo a morte e, nos últimos quatro …

Crítica

Antes do canto da musa: “Os imortais”, de Paulliny Tort

Ao mesmo tempo em que nos coloca em terreno conhecido, “Os Imortais”, novo romance da autora brasiliense, abre um atalho tortuoso na selva de pedra da literatura contemporânea nacional. Foto: Divulgação. Talvez o caminho das pedras não esteja numa suposta busca pela originalidade, muito menos na sinceridade e na coragem pela autoexposição — prefiro a …

Crítica

Esse microespaço onde a vida luta e comemora: crítica de ‘Ladeira da Preguiça’, de Evanilton Gonçalves

Ladeira da Preguiça apresenta os marginalizados da cidade do carnaval como protagonistas de suas próprias narrativas. São essas vozes que constroem a relação duradoura com este livro. Fotos de Davi Boaventura. Eu me lembro A memória é uma vasta ferida.Chico Buarque Neurocientistas da Universidade de Southampton demonstraram que recordar o passado com afeto ativa regiões …

Crítica

O luto como uma matriosca em ‘Dueto dos ausentes’, de Fernando Rinaldi

Em Dueto dos ausentes (Editora Reformatório, 2023), Fernando Rinaldi constrói uma matriosca narrativa que conduz o leitor ao cerne das possibilidades de narrar o luto. Foto: Divulgação. I Lembro de certa vez em que, lidando com alguns dos muitos lutos decorrentes da perda de pessoas próximas da minha família nos últimos anos, enfrentei a iminente …

Crítica

Mãe de anjo: a escrita do luto e maternidade de Cristina Parga, resenha de Lorraine Ramos Assis

Lançado em 2024 pelo selo Hecatombe, da editora Urutau, Clearblue Blues, de Cristina Parga, traz o processo da perda dos três bebês durante a gestação da autora. Suas anotações se inserem entre o que foi vivenciado e possibilidades, pensamentos hipotéticos e intrusivos sobre a jornada de ser mãe. Capa: A escritora Cristina Parga e a …