Todos os posts de

Douglas Sacramento

Mostrando 10 Resultado(s)
Crítica

‘Eu sou um monstroooooooo!’ ou das complexidades subjetivas e afetivas em ‘Monstuosa’, de Amanda Julieta

Monstruosa, de Amanda Julieta, não tem pontas soltas. Mesmo que a autora nos diga que os contos foram escritos em momentos diferentes, é perceptível o quanto o conceito que estrutura a obra foi cuidadosamente gestado. Foto: Divulgação. Da criadora No dia 27 de março, na Casa Preta, no Centro de Salvador, ocorreu o segundo lançamento …

Crítica

Poética Lazarenta em ‘Três Vezes Lázaro’, de Natasha Felix

Em ‘Três Vezes Lázaro’, de Natasha Felix, Lázaro é uma figura ampla e múltipla – um corpo sonoro, que reivindica justiça, e que também é evocado como força de cura. Foto: gabe ferreira (divulgação). I Sou um pesquisador que se interessa pela figura daquele que morre e retorna. Estudo a morte e, nos últimos quatro …

Crítica

O luto como uma matriosca em ‘Dueto dos ausentes’, de Fernando Rinaldi

Em Dueto dos ausentes (Editora Reformatório, 2023), Fernando Rinaldi constrói uma matriosca narrativa que conduz o leitor ao cerne das possibilidades de narrar o luto. Foto: Divulgação. I Lembro de certa vez em que, lidando com alguns dos muitos lutos decorrentes da perda de pessoas próximas da minha família nos últimos anos, enfrentei a iminente …

Crítica

O mundo está acabando faz tempo: Sobre ‘Tarde no Planeta’, de Leonardo Piana

Tarde no Planeta é um romance sobre o fim do mundo, mas as mudanças abruptas e drásticas ganham contorno no âmbito de micro e macro espaços. Foto: Fabio Audi (Reprodução). I Lembro de uma vez na infância, por volta dos 9 ou 10 anos, num domingo à noite. Eu estava na sala com minha mãe …

Crítica

Entre deboches, odes e gozo: ‘Memorando: Maximin’, de Ricardo Domeneck

Em Memorando: Maximin (Editora Ercolano), Ricardo Domeneck confirma a força de sua produção literária. Sua escrita mantém o vigor, brinca com as palavras e com associações inesperadas. Foto: Paul Mecky. I Escrevo esta crítica ouvindo, ao fundo, a playlist elaborada pelo autor, Ricardo Domeneck, para Memorando: Maximin e divulgada recentemente pela Editora Ercolano, casa editorial …

Crítica

“Onde tu moras? Na Massaranduba”: Vivências Periféricas em ‘Massaranduba’, de Abáz

Massaranduba, enquanto bairro, é personagem que permeia diversos contos do livro de estreia de Abáz, autor soteropolitano que viveu na Península Itapagipana. Fotos de Marlon Chagas (O Odisseu). I Massaranduba: árvore de cor avermelhada, densa e bem dura, utilizada, por exemplo, para a construção de móveis. Massaranduba: bairro de Salvador, localizado na Península Itapagipana, vizinho …

Crítica

Coração ligado, beat acelerado: Crítica de ‘Batida Só’, de Giovana Madalosso

Em Batida Só (Todavia, 2025), Giovana Madalosso escreve personagens com ações imprevisíveis em uma narrativa de humor refinado, mesmo diante da carga dramática inerente ao tratamento de doenças. Foto: Renato Parada/ Reprodução. I O verso que dá nome a este texto é da música chiclete Beat Acelerado, da banda Metrô, sucesso dos anos 1980 que …

Crítica

“Em que espelho ficou perdida minha face?”: sobre o livro Para não acabar tão cedo, de Clarice Freire

É desprezível o entendimento humano de que o envelhecimento exista para pesar nas mulheres e em mim como se cada fronteira dobrada pelo corpo fosse uma derrota ou uma vergonha triste, quando, na verdade, significa triunfos tácitos riscados na pele. Poucas coisas são mais bonitas no corpo feminino do que os sinais da vida que …

Crítica

Uma vida vivida e seus caminhos de ressignificação em ‘Meu Braço Esquerdo’, de Viviane Mosé

Em Meu braço esquerdo: um sim à vida (Civilização Brasileira, 2024), romance indicado ao Prêmio Jabuti de 2025 (sua terceira indicação ao prêmio), o leitor se depara com uma narrativa que causa estranhamento ao borrar as fronteiras entre ficção e autobiografia, prosa e poesia. Foto: Nando Chagas (Divulgação). Certa vez, participando de bancas de produção …

Crítica

A escrita talhada no corpo em ‘Meu corpo é testemunha’, de Maurício Rosa

Dividido em oito partes, Meu corpo é testemunha narra o amor do sujeito lírico por uma travesti, Maria, que, após consumar a relação com o sujeito poético, sai em busca de vingança pelo assassinato de seu irmão. Foto: Divulgação. Aleida Assmann, em Espaços de Recordação, discute a relação entre memória e corpo, analisando como as …