Todos os posts de

Antonio Arruda

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escritos

A terra da infância

Nós, fios translúcidos e finos da arquitetura universal, somos moldados e moldamos à existência – e poderia ser tão mais leve, não fosse a nossa mesquinhez – ou o nosso desejo, ainda que inconfessável – de sermos Deus.   Arte: ‘Pivete, um menino cheio de sonhos’, de Emerson Rocha (via Selo Coletivo). No silêncio, a natureza …

escritos

O Caramujo

É a escrita de um sonho? Ou o sonho de uma escrita? Arte ‘Exu’, de Gustavo Nazareno (Reprodução). Não sei se sonhei o sonho, ou se o sonho me sonhou. Entre o lá e o aqui, onde a fina película tremula e o corpo enevoado se desconhece, estou diante de um caramujo, no meio de …

escritos

Ẹ̀mí de mim

É da árvore Ìrókò que colho a epifania, é aos pés do Baobá que me fortaleço, ao macerar as folhas encantadas pronuncio o Verbo que carrega a transmutação da dor. Arte Alvorada – Música Incidental Black Bird, 2020. © Antonio Obá. Foto: Bruno Leão (via Pinacoteca Contemporânea). Pés descalços sobre a Terra – movimento telúrico …

escritos

Centelha

Qual é a medida de tempo entre o 31 e o primeiro, entre 2025 e 2026. Na contagem regressiva do 10 ao feliz ano novo, quais lembranças, afetos ou sonhos nos perpassam? Arte: “Romaria”, de Emerson Rocha (reprodução). Nas últimas duas semanas, um pouco mais, talvez, antes de me sentar para escrever este texto, fui …

Crítica

“quase todas sobrevivemos às mães” costura humanidades à flor da pele

Em ‘quase todas sobrevivemos às mães’, Deborah Couto cria romance existencialista com precisão narrativa e construção meticulosa de cenas. Foto de Pedro Perez (Reprodução). Terminei “quase todas sobrevivemos às mães” (Editora 7 Letras), de Deborah Couto, e falei em voz alta: “Como assim?” Fechei o livro. Fiquei parado, pensando: “E agora, o que vai acontecer”? …

Crítica

Em “52, casa 1”, Alexandre Amorim constrói uma investigação aguda das crônicas neuroses humanas

Com (aparente) crueza e sarcasmo, “52, casa 1” (Patuá) reúne 18 contos atravessados por violências físicas, morais e psíquicas, sem espaço para redenções ou epifanias. Foto: Reprodução das redes sociais. A capa de “52, casa 1” (ed. Patuá), também obra do autor, Alexandre Amorim, é literalmente a porta de entrada para o livro de contos …