A distração possível
Depois entendemos que mudar é construir pontes
Prefiro essa qualidade do sensível que há na transição, no entre. É desse lugar que aprendemos, notamos um outro mundo e realmente mudamos. Arte de capa: Oxumarê, de Breno Pinheiro (série Orixás),…
Um espinho que crava a carne
Ser pai de meninas é um lugar que me recria. Sou posto à prova de fogo toda semana.…
Toda diferença é uma chance
Há todo tipo de gente — e essa é a graça. A soma das diferenças é a prova…
A poesia dos dias
Tomemos por aqui: viver é, tal como o poema, um exercício cotidiano de experiência. Mesmo quando burnout, emergência climática, consumo excessivo, contraste, invisibilidade, violência,…
Mó Dupé
Se reclamare significa “gritar de novo”, “clamar repentinamente”, de onde vem a palavra “agradecer”? Arte ‘Criança Babá Egun’, de Dalton Paula (via Lisson Gallery…
Uma enorme baleia azul
Nem toda crise é destruição — talvez uma disrupção. A construção de uma vida não passa dela precipitando-se: você não cabe mais dentro dessa…
Carta ao Poeta
Você seguiu em frente, poeta. Tenho em mim que, de alguma forma profunda, você confiou. Seguiu, pois confiou. Arte de capa: “Eu vi o…
Petricor
“Pluviofilia”, diz o nome de um jeito musical, com um sorriso na voz. Que não é uma patologia, e sim um vibrar enorme do…
Uma beleza triste
Quanto de silêncio é necessário para que se comece o sonho? Qual é o frame que fica no limite entre a vigília e a…
Ínterim
A memória é uma terra de selvagens, onde a anarquia é a mais fina religião. Arte de capa: Zarina Hashmi, da série ‘Letters from…