
Leonilia Ribeiro na Bienal do Livro de São Paulo: “Que o evento dê essa chance ao ‘Homo Restus’ e a tantos outros livros que também merecem ser encontrados”
Em entrevista à revista O Odisseu, Leonilia Ribeiro fala da sua expectativa em participar pela primeira vez da Bienal do Livro de São Paulo.
Leonilia Ribeiro está cada vez mais em destaque no cenário independente. Autora de Homo Restus (Patuá, 2025), a escritora carioca, radicada em São Paulo, chega à sua primeira Bienal Internacional do Livro de São Paulo “do outro lado da mesa”, agora como autora de um dos romances mais procurados dentre o panteão da Patuá. A caminho do primeiro ano de publicação do seu romance de estreia e já presente em feiras e clubes de leituras, a autora conta em entrevista sobre as suas expectativas para a Bienal e passa a limpo a sua trajetória.
Além de presença certa no stand da Patuá (K45) no primeiro final de semana prolongado de Bienal, incluindo a mesa O que acontece quando mulheres tomam a palavra para narrar o mundo, ao lado de Eugenia Fraietta, Anna Carolina Longano e Priscilla B M Navas no feriado de 7 de setembro às 12h, a autora autografará o seu romance no horário anterior, às 11h.

“É difícil furar quando se é estreante e se publica por editora independente”, diz Leonilia Ribeiro que participará da Bienal do Livro de São Paulo neste 7 de setembro
Breno: A Bienal do Livro de São Paulo é um dos maiores eventos literários do país. Qual é a expectativa da participação pela primeira vez como autora?
Leonilia: No ano passado, eu circulava pela Bienal do Rio como leitora e pensando: “ano que vem o meu livro vai estar na Bienal de São Paulo.” Voltar agora do outro lado da mesa ainda me pega de surpresa!! E a expectativa maior é essa: ver alguém que eu não conheço parar diante do livro e decidir levá-lo, se isso acontecer, estarei realizada!
Breno: Acompanho a sua trajetória e você é participativa tanto nas redes sociais quanto em feiras e eventos diversos. Como tem sido a experiência nesses eventos literários como autora estreante?
Leonilia: Tenho buscado algum espaço fora da bolha — que é difícil de furar quando se é estreante e se publica por editora independente. A divulgação, inclusive a auto divulgação, acaba sendo a chance real de alcançar mais leitores, e eu parei de ter pudor disso. Nesta Bienal eu quero ficar o máximo de tempo presente, circulando, conhecendo gente disposta a ouvir sobre o Homo Restus.
Breno: E como tem sido a recepção do seu livro nesses eventos junto aos leitores e organizadores?
Leonilia: Tem sido melhor do que eu esperava. Acontece de alguém chegar na mesa dizendo que viu um comentário sobre o livro num perfil do Instagram ou do TikTok, não lembra exatamente onde, mas lembra do nome. E isso é o que faz a pessoa procurar. Em feiras e festivais essa chance aumenta muito, porque o livro está ali, ao alcance da mão. Minha expectativa com a Bienal é essa: que o evento dê essa chance ao Homo Restus e a tantos outros livros que também merecem ser encontrados.
Breno: Quais são, até o momento, os maiores desafios como autora independente? E as grandes alegrias?
Leonilia: O maior desafio é o tempo. Escrever, publicar e ainda fazer o livro circular são três trabalhos diferentes, e esse último é o que ninguém te diz ao certo como vai ser, como fazer para dar certo, a quem procurar, você vai aprendendo a abordar as pessoas e pedir uma chance.
Sobre as alegrias, elas são bem mais concretas. As mensagens que às vezes chegam de quem leu e quer comentar alguma coisa sobre o Marcílio ou sobre a história, descobrir o que o livro provoca nas pessoas é sempre uma surpresa. E os clubes de leitura são outra alegria. Não foram muitos, foram três, mas cada um deles foi incrível.
Breno: Quais são as autoras e autores dessa Bienal que te inspiram a escrever e a seguir na Literatura?
Leonilia: ah! Tem vários autores queridos que eu quero ver nessa Bienal incluindo vários autores maravilhosos da Editora Patuá.


