
A primeira saga de Guimarães Rosa
Cordisburgo, cidade natal do escritor de “Sagarana” e “Grande Sertão: Veredas”, preserva o seu legado com museu, obras de arte e atividades culturais.
Fotos de Danilo Moreira.
Adentrar um local onde viveu um grande escritor é sempre uma experiência fantástica de imersão em universos e memórias afetivas, que foram fonte da criatividade. Essa sensação não foi diferente quando cheguei em Cordisburgo, a 130 km de Belo Horizonte (MG). A cidade é a terra natal de João Guimarães Rosa (1908 – 1967), um dos mais importantes escritores da literatura brasileira do século XX, famoso por livros como o septuagenário “Grande Sertão: veredas” (1956), além de “Sagarana” (1946), “Primeiras Estórias” (1962) e “Tãtameia: Terceiras Estórias” (1967).
É em Cordisburgo que está localizado o Museu Casa Guimarães Rosa, que ocupa o imóvel onde o escritor passou os primeiros anos de sua infância, entre 1908 e 1917, e que tive o prazer de visitar. A residência, construída no fim do século XIX, fica na Avenida Padre João, nº 744, no chamado Centro Histórico da cidade, próximo à Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus e a outras construções tradicionais do núcleo urbano antigo do município.
Antes de seguir, preciso contextualizar que o meu contato com a vida e obra de Guimarães Rosa é recente, ainda que saiba da existência dele desde os tempos da escola. Mas sinto que estou lendo-o no momento certo, ainda mais no contexto da relação que eu, paulista, tenho com o fascinante estado de Minas Gerais (e o povo mineiro, salvo uns e outros aí…), uma região que vira e mexe é o destino das minhas viagens.
A ‘Cidade do Coração’
Localizada na região central de Minas Gerais, Cordisburgo surgiu a partir da chegada do padre João de Santo Antônio, em 1883, no local então conhecido como Sesmaria das Empoeiras. O religioso ficou encantado com a paisagem e o clima e estabeleceu ali o povoado de Coração de Jesus da Vista Alegre, com uma capela dedicada ao patriarca São José, existente até hoje e com a fachada bem preservada.
Em 1890, o crescimento do arraial levou à criação do distrito de Cordisburgo da Vista Alegre, pertencente ao município de Sete Lagoas. O padre João registrou o curioso nome “Cordisburgo” em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus. A etimologia vem do hibridismo cordis, do latim, que significa “coração”; e burgo, do alemão, que significa “vila” ou “cidade”. Assim, Cordisburgo pode ser traduzida como “Cidade do Coração”, uma homenagem ao Sagrado Coração de Jesus, devoção do fundador da localidade. Foi emancipada como município em 1938.

Como você pode imaginar, na época em que Guimarães viveu no local, a cidade era uma pequena vila, com ruas em grande parte de terra, o transporte feito principalmente por cavalos e carros de boi. O ambiente era cercado por fazendas, cerrado, e pela cultura dos vaqueiros, tropeiros e pequenos comerciantes. Foi esse universo sertanejo mineiro, a princípio simples, mas tão rico de Brasil, que serviu de inspiração para grande parte da obra do escritor.
Segundo os dados do Censo IBGE 2022, a população de Cordisburgo tem cerca de 8 mil habitantes. O município possui área territorial de aproximadamente 823 km² e integra a macrorregião de Sete Lagoas. A economia local continua a ter pilares na agropecuária, mas atualmente é o turismo um dos grandes motores da cidade.
Além do legado de Rosa, a região concentra diversas atrações naturais, como a Gruta do Maquiné, considerada um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do Brasil e responsável por atrair visitantes, pesquisadores e estudantes de diversas regiões. Nessa viagem, inclusive, a conheci. Vale a visita, incluindo noveleiros como eu, já que lá foi gravado o final da novela “A Viagem” (TV Globo, 1994).

Durante seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 1967, Rosa chegou a citá-la ao se recordar da infância, no seu estilo ortográfico rosiano de ser: “[Cordisburgo] era pequenina terra sertaneja, trás montanhas, no meio de Minas Gerais. Só quase um lugar, mas tão de repente bonito: lá se desencerra a Gruta do Maquiné, mil maravilha, a das Fadas; e o próprio campo, com vasqueiros cochos de sal ao gado bravo, entre gentis morros ou sob os demais de estrelas…”.
Sagarosa
É possível chegar à cidade de carro ou ônibus saindo de Belo Horizonte, mas optei por contratar um passeio com guia, que me buscou de van na capital mineira. Para quem desejar saber o nome da agência, foi com a ViaReal Turismo. Fomos em quatro turistas, no total, uma carioca e um casal de Curitiba. Tínhamos visitado a Gruta do Maquiné e Cordisburgo estava no meio do roteiro do dia, que ainda contaria na sequência com a visita da Gruta do Rei da Mata, na vizinha Sete Lagoas, realocada para o fim da tarde por conta da alta temporada de excursões escolares, que inclusive estavam na cidade.
Descemos da condução com o guia e já observei a construção simples e típica do interior mineiro do final do século XIX e início do século XX. A casa térrea, erguida em adobe (tijolos de barro cru) combina dois usos bastante comuns na época: residência familiar e pequeno comércio, já que o pai de Guimarães Rosa mantinha ali uma venda de secos e molhados.

De acordo com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), do Governo do Estado, o comércio da família Rosa funcionou no local até 1923. Após isso, o imóvel passou para vários proprietários. O último deles, Ildefonso Rodrigues Costa, a vendeu para o Governo do Estado de Minas Gerais. O casarão foi doado ao Iepha em 1971, já para a instalação do museu. Assim, o Museu Casa Guimarães Rosa foi inaugurado em 30 de março de 1974.
Com um acervo de mais de 700 itens, o espaço preserva objetos pessoais do autor, fotografias, documentos, manuscritos, móveis, correspondências e diversas edições de seus livros, inclusive raras, além de reconstituir a venda do pai do escritor. A entrada é gratuita.

O conjunto foi formado principalmente por doações da família do escritor, incluindo sua filha, Vilma Guimarães Rosa (1931-2022), e sua esposa, Aracy Guimarães Rosa (1908-2011). As janelas de madeiras grossas estavam abertas e cobertas por cortinas de rolo brancas, estampadas com versos do autor e que refletiam os raios da tarde ensolarada.

O quarto onde dormia o escritor ficava de frente para a estação de trem, que hoje não mais transporta passageiros. Conta-se que o menino ficava horas na janela fitando o movimento de trens, e teriam servido de inspiração, inclusive, para o conto “Sorôco, Sua Mãe, Sua Filha” (do livro “Primeiras Estórias”).
No quarto da vovó Chiquinha, é possível imaginar a matriarca da família em seu quarto, vestida de preto, atenta a tudo e a todos. Uma matéria da Folha de S. Paulo sobre o Museu, de 2000, cita a forte relação entre a avó materna e a Vó Izidra de Miguilim, personagem do conto “Campo Geral” (do livro “Manuelzão e Miguilim”, de 1964). Ambas eram descritas como rabugentas, controladoras e não gostavam que ninguém entrasse em seu quarto.

A coleção de gravatas-borboletas está exposta na sala de jantar da casa. Segundo o guia da viagem, Guimarães as preferia por serem mais fáceis de usar, já que ele não era muito afeito a dar nó em gravatas. É possível ver também fotos da família e até da viagem que o escritor fez com vaqueiros em 1952 e que me remeteram a alguns contos de Sagarana, especialmente “O burrinho pedrês”.
Além dos objetos pessoais, o museu preserva um importante acervo documental, com certidões, discursos, registros profissionais, fotografias históricas e materiais relacionados às atividades de Guimarães Rosa como médico e diplomata.
Supersticioso
Há uma sala onde é possível conferir as honrarias que Rosa recebeu ao ser nomeado “imortal” na Academia Brasileira de Letras, em 1967. Aqui adentramos em uma história curiosa, e diria até mórbida, sobre o lado supersticioso do escritor mineiro. Eleito pela ABL quatro anos antes, em agosto de 1963, postergou a cerimônia por mais alguns anos. O motivo era uma profecia feita por uma cigana de que ele morreria no dia em que tomasse posse na instituição. Em 16 de novembro de 1967, o escritor vestiu o tradicional fardão de imortal. Coincidência ou não, não é que ele faleceu apenas três dias depois, vítima de um infarto fulminante? O fato é que ele já tinha problemas cardíacos.

Outro “causo” curioso, já retratado em biografias, é que durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando atuava como diplomata em Hamburgo, na Alemanha, Guimarães foi salvo pelo hábito de fumar. Certa madrugada, acordou com vontade de comprar cigarros e saiu de casa. Ao retornar, descobriu que o prédio onde morava havia sido destruído por um bombardeio. “Dizem que o cigarro mata. Mas aquele salvou minha vida”, ironizou mais tarde.
Sobre escapar da morte, tem mais “causos”. Em outra ocasião, ainda na Alemanha, um ataque atingiu parcialmente o consulado brasileiro onde Rosa trabalhava. O edifício ficou comprometido e as autoridades alemãs, naturalmente, proibiram a entrada de funcionários. Guimarães desobedeceu à determinação, entrou no prédio, recuperou documentos confidenciais guardados no cofre e, pouco depois de sair do imóvel, viu o restante da estrutura desabar. Segundo o jornalista Leonêncio Nossa, autor de “João Guimarães Rosa – Biografia”, esses episódios foram bem mais numerosos. “Rosa escapou da morte incontáveis vezes. Uma delas foi em 1958 quando sobreviveu a um infarto, aos 50 anos”, conta, de acordo com informações do portal Aventuras na História.
Segundo a sua filha Vilma, no livro ‘Relembramentos’ (1983), o escritor atribuía a sobrevivência a uma espécie de propósito maior. “Deus me reservava uma missão. Por isso, salvou-me da morte duas vezes”, confidenciou à primogênita.
Além disso, Rosa acreditava na imortalidade da alma e se interessava por assuntos místicos e sobrenaturais. Ele estudava parapsicologia, misticismo hindu e até chegou a praticar técnicas de controle mental relacionadas à meditação.
O interesse por assuntos sobrenaturais e místicos também permeia seus livros. Em “Grande Sertão: Veredas”, Riobaldo vive o dilema sobre a existência de Deus e do diabo. Em “Sagarana”, especialmente no conto “São Marcos” (exatamente o texto que estou lendo na época em que escrevo esta reportagem), Rosa aborda feitiços, rezas, crenças do sertão e a força das palavras. Na novela “O Recado do Morro”, que faz parte da coletânea “Corpo de Baile”, a narrativa gira em torno de uma mensagem misteriosa, profética e enigmática transmitida pelo Morro da Garça.
Talvez o hábito supersticioso de Rosa pareça apenas uma particularidade dele, mas não, é coisa nossa. Durante a visita ao Museu, observei o belo forro feito de taquara (espécie de bambu) trançada na sala da casa, comum em construções antigas mineiras daquela época. Como eu nunca tinha visto, comentei com o guia sobre a beleza da estrutura. Ele, com seu sotaque, calma e simpatia deliciosamente mineiras, compartilhou comigo: “Ói, os antigos daqui ensinam que pra fazer o corte do bambu para o forro, tem que esperar a lua ficar minguante, senão não tem jeito, o forro não fica bom e nem dura muito”.

Inventividade linguística
Ainda na mesma sala, há uma rara máquina de escrever Remington Rand portátil, que pelo tamanho, creio que daria para usá-la no colo e/ou transportá-la em viagens por meio de uma maleta. Foi por meio dela que Rosa criou o rascunho de “Grande Sertão: Veredas”.
Atrás do equipamento há um painel que reproduz o rascunho de um dos textos do autor com ajustes, e mostra um pouco do método rosiano de escrever, marcado pela invenção linguística e oralidade. Guimarães criou um estilo próprio ao misturar vocabulário sertanejo, neologismos, arcaísmos e estrangeirismos.
O título Sagarana, por exemplo, é formado pela palavra “saga”, de origem germânica, que significa “lenda”, “canto heroico” ou conjunto de narrativas míticas, enquanto “rana” é um sufixo de origem tupi que significa “semelhante a”, “parecido com” ou “à maneira de”. Ou seja, Sagarana é um termo criado por Guimarães Rosa para expressar a ideia de uma história que se parece com uma saga.
A venda do ‘Seu Fulô’
da venda onde o pai Florduardo Pinto Rosa (1881 – 1968), ou “Seu Fulô”, como era conhecido, comercializava diversas especiarias. O estabelecimento era um importante ponto de encontro dos moradores da região.
A sala reúne uma grande variedade de objetos ligados ao cotidiano sertanejo e ao comércio da época, como selas, cangalhas, estribos, arreios, brinquedos, bacias, tecidos, redes, bonecas de pano, latas de leite, tuias para armazenar mantimentos, rádios, panelas de barro, bruacas, malas de couro e outros utensílios domésticos e de viagem.

Também há um grande armário-vitrine de madeira e vidro, que ocupa a parede de fundo da sala da venda, e uma canastra revestida de couro, utilizada para transporte e armazenamento de mercadorias. No balcão enorme de madeira, destaca-se uma caixa registradora em metal niquelado, com a base em moldura de madeira e elementos decorativos em relevo, um deleite para pessoas detalhistas.
Era ali no estabelecimento, ajudando o pai, que o menino João ouvia histórias de vaqueiros, tropeiros e viajantes, e tinha contato com expressões e elementos da vida sertaneja que posteriormente se transformariam em matéria-prima para os seus livros.
Refletindo agora, dias depois da viagem, enquanto escrevo esta matéria, consigo ver com mais clareza porque foi esse o espaço do imóvel com o qual eu mais me conectei. Cresci numa casa onde o meu pai, Tomaz, mantinha um boteco, na zona sul de São Paulo. Ainda que tivessem sido em épocas, locais e ramos de negócios diferentes, consigo compreender o que o menino Guimarães sentia ao ter contato com pessoas, expressões populares e histórias curiosas que poderiam inspirar personagens. Fica na memória para a vida toda. Inclusive, uma mala de viagem, exposta em uma das prateleiras, era bem parecida com uma que meu pai tinha (e que ainda guardamos), provavelmente quando ele deixou Palmeiras, na Bahia, para tentar a vida em São Paulo, nos anos 1950.
O meu pai nos deixou no ano passado. Assim como Seu Fulô, era muito conhecido no bairro em que vivia. No alto de seus 86 anos, amparado pelas duas bengalas que usava para se locomover, abriu o seu boteco, o mais antigo do bairro, até uma semana antes de partir. E assim como Rosa gostava de intercalar palavras, nesse momento, para a minha surpresa, uma memória viva da sua infância se misturou com as saudades do meu pai.
Polo Cultural
Além de exposições temáticas, o museu também promove atividades culturais e educativas. Uma delas é a tradicional Semana Rosiana, realizada anualmente em julho, em homenagem ao nascimento de João Guimarães Rosa. Considerada um dos mais importantes eventos literários de Minas Gerais, a programação reúne palestras, mesas de debate, saraus, exposições, apresentações artísticas, caminhadas literárias e atividades voltadas para pesquisadores, estudantes e admiradores da obra do escritor.
Em 2026, a 38ª edição da Semana Rosiana tem como tema os 70 anos de “Grande Sertão: Veredas” e “Corpo de Baile” e está programada para acontecer entre os dias 5 e 11 de julho.
Outra atividade famosa do local são as apresentações do Grupo Miguilim, formado por crianças e jovens da cidade, que atuam como narradores e guardiões da tradição oral presente na obra de Guimarães Rosa. Criado em 1995 pelo museu, o grupo interpreta contos e trechos de livros do autor para os visitantes, transformando a visita em uma experiência imersiva.
Ao recitar os textos de memória, os integrantes ajudam a manter viva a oralidade sertaneja que tanto influenciou a literatura rosiana e se tornaram um dos principais símbolos culturais do museu e da própria cidade de Cordisburgo. Infelizmente, o dia que estive lá não coincidiu com a agenda de apresentações, mas quem puder, vá conhecer, pois é um projeto que reforça o legado de uma figura cultural local tão importante para as novas gerações da região.
O museu também disponibiliza visitação digital do acervo, por meio do site da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult/MG). Lá, inclusive, é possível conhecer outros museus mineiros.
Pelo Grande Sertão
Além da Casa Guimarães Rosa, visitei outro ponto turístico da cidade que homenageia o autor. É a escultura Portal Grande Sertão, instalada na Praça Miguilim, próxima ao museu. Foi criada pelo artista mineiro Leo Santana, conhecido pela instalação da estátua de Carlos Drummond de Andrade, sentado em um banco, em uma praia do Rio de Janeiro. Inaugurado em 2010, o conjunto de oito esculturas em bronze retrata Guimarães Rosa ao lado de seis vaqueiros e um cão retratados em “Grande Sertão: Veredas”.


O monumento, uma majestosa homenagem ao universo sertanejo presente em na obra do escritor, se tornou um dos principais cartões-postais da cidade e simboliza a entrada para o chamado “sertão rosiano”, reunindo literatura, memória e identidade cultural em um único espaço.
De Cordisburgo para o mundo
Guimarães Rosa foi embora da cidade mineira aos nove anos, quando se mudou para a casa dos avós em Belo Horizonte para continuar os estudos. Formou-se em Medicina, exerceu a profissão por alguns anos em Itaguara, no interior de Minas Gerais e, posteriormente, ingressou na carreira diplomática.
Ao longo da vida, Guimarães morou em cidades como Barbacena, Hamburgo (Alemanha), Bogotá (Colômbia) e Paris, conciliando a atuação como diplomata com a produção literária que o transformaria em um dos maiores escritores brasileiros. Mas, ao que me parece, não importa onde esteve, Cordisburgo, a “cidade do coração”, foi sempre com ele. O último local em que viveu foi o Rio de Janeiro.
Hoje, especialmente no ano em que sua obra mais famosa completa sete décadas, nunca se falou tanto no escritor mineiro. E que bom. Ter estado em sua cidade natal, num local que marcou tanto a sua formação, ajuda a entender melhor a genialidade desse autor, e a querer conhecer ainda mais o seu trabalho, que merece ser celebrado sempre por enxergar as nuances de um Brasil interiorano vívido e que parece habitar, de alguma forma, em cada um de nós.

Serviço:
Museu Casa Guimarães Rosa
Endereço: Av. Padre João, 744 – Cordisburgo, MG, 35780-000
Visitação: terça a domingo, das 9h30 às 17h (não abre no último domingo do mês.
Telefones: (31) 2128-4223 | (31) 99169-1817
Entrada: gratuita.

