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Crítica

A escrita como espólio da memória em Apneia, de Esther Faingold

Esther Faingold constrói Apneia (Cosac, 2026) como uma espécie de arquivo possível caso suas lembranças venham a desaparecer. Foto: Divulgação. O médico sentencia: Esther não tem depressão; é a depressão que a possui. Essa inversão, tão simples quanto brutal, parece condensar o estado de captura em que se encontra a protagonista-narradora de Apneia, romance de …