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Crítica

Tesouros Escondidos no cotidiano: o texto sensível de Luciana Konradt em ‘Excesso de bagagem e outras crônicas’

 Os acontecimentos, o leitor verá, escondem tesouros irresistíveis. Em ‘Excesso de bagagem e outras crônicas’ (Editora 5 gatas), Luciana Konradt os transforma em verdadeiras obras de arte. Texto publicado originalmente na 4ª capa do livro. Alguém desavisado, que se surpreenda com a beleza da crônica, texto em essência despretensioso, livre de rococós e que circula …

Crítica

A metamorfose na/da literatura contemporânea: uma leitura de ‘ASMA’, de Adelaide Ivánova

ASMA (Nós, 2024) aproxima-se de um épico, mas não chega a sê-lo. Não poderia: os gêneros são relativamente estáveis e se articulam a partir de dinâmicas sociodiscursivas. E ser menor em nada deveria ofendê-lo: ao contrário, evidencia sua potência na contemporaneidade. Crítica por Ana Gábri. Fotos de Lucas Soares (O Odisseu). “A metamorfose é o …

Crítica

O gado vai sempre ao poço: 50 anos de ‘Lavoura Arcaica’

Em ‘Lavoura Arcaica’, Raduan ainda subverte a conhecida Parábola do Filho Pródigo, quando a volta pra casa do protagonista se transforma em tragédia ao invés da redenção bíblica. Por Lucas Daniel Tomáz de Aquino. Imagem de capa: Cena do filme Lavoura Arcaica. Raduan Nassar é uma lenda na literatura brasileira contemporânea. À moda de grandes …

Crítica

Eu ia começar a gritar, mas da minha garganta não saiu som nenhum: o que é Sátántangó?

O que é a prosa de Krasznahorkai se não um bilhete direto do fim do mundo? Imagem de capa: Matt Crossick/Pa Images/Profimedia (Divulgação) O primeiro acontecimento narrado em Sátántangó, romance seminal de László Krasznahorkai lançado na Hungria em 1985, é o gesto de surpresa e confusão de Futaki ao ser acordado pelo som impossível de …

Crítica

Eterna Fantasia — a confrontação política dos afetos

Terminada a contagem, Maria caminha pelas ruas de Havana Velha e, numa potente imagem que articula o espaço das ruas aos das casas, vê as televisões noticiarem a deposição da primeira presidenta da história do Brasil.  Foto da capa: LVB&CO/ Divulgação Domingo, 17 de abril de 2016. Maria está em Cuba e, roendo as unhas, …

Crítica

‘Ressuscitar mamutes e reviver a mãe no romance de Silvana Tavano’, por Douglas Sacramento

Escrever e lembrar, morrer e esquecer, são instâncias no campo do jogo literário proposto por Silvana Tavano em ‘Ressucitar Mamutes’ (Autêntica, 2024). Foto: Reprodução. Roland Barthes, em Diário de luto, numa das entradas, mais precisamente do dia 26 de novembro de 1977, ao elaborar e escrever sobre a morte da mãe, afirma: “Assusta-me absolutamente o …

Crítica

Moinho, de Marcos Oliveira Jr.: saudade, ausência e desilusão.

O novo lançamento do poeta traz profundidade entre sonetos, quartetos e tercetos. Imagem de capa: The Mill, Rembrandt van Rijn (1648) A poesia contemporânea brasileira mostra-se forte neste primeiro quarto do século vinte e um. Desde a ficção científica poética de Cátia Cernov, os mares de Mar Becker, as pitangas de Jéssica Iancoski, até as …

Crítica

“‘Vamos fazer um corre?!’: Mapeando encruzilhadas em ‘Vera’, romance de José Falero”, por Douglas Sacramento

‘Vera’, romance de José Falero, leva o leitor por espaços que se entrecruzam: periferias, becos, vielas e prédios de classe média. Fotos de Diego Apoli (Divulgação). Leda Maria Martins, no livro A cena em sombras, fruto da sua tese de doutoramento, cunhou a noção de “encruzilhada” – caminhos entrecruzados em três vias, símbolo de Exú, …

Crítica

‘Há no abismo uma fronteira? Coreografias entre a queda e o planar em Juliana Krapp’, ensaio de Maria Emanuelle Cardoso

O chamado da água é ancestral, e seus arredores são a origem. O som dos corpos hídricos atiçam o nosso ouvido simbólico, ancestral. Não apenas o humano, mas tudo que é vivo vem da água. Aqui, o convite ao mergulho parte do microscópico. A água em sua forma íntima de lagoa. Imagem de capa: Ophelia, …

Crítica

‘Lia: Cem Vistas do Monte Fuji’, romance de Caetano Galindo, não tem nada a dizer e por isso diz tudo

“Lia: Cem vistas do monte fuji”, romance de Caetano Galindo, funciona como um documentário: observamos na tela o desenvolver de uma mulher em toda a sua complexidade, contradições, dores e delícias. Mas sempre através de “pontos de vista”, como denuncia o título. Foto de capa: Letícia Moreira (Reprodução). Se você é um leitor atento da …